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Índice Big Mac e o preço alto dos carros nacionais

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Índice Big Mac e o preço alto dos carros nacionais

Mensagem por Sekones em Sex 20 Jan 2012, 11:06

Não restam dúvidas de que o Brasil tem os carros mais caros do mundo. Porém, não somente os automóveis como os demais produtos à venda no País têm os preços mais altos por aqui em relação aos outros países. Como os lanches. O índice Big Mac, um demonstrativo criado em 1986, utiliza o famoso lanche do McDonald’s para comparar o custo de vida entre os diversos países do planeta.

Um recente levantamento realizado pela revista britânica The Economist revelou que o lanche da gigante rede de fast food no Brasil é o quarto mais caro no mundo, superando apenas a Suíça, Noruega e Suécia, três países onde o preço do Big Mac é ainda mais caro do que o brasileiro. O estudo leva em conta a similaridade da capacidade de aquisição de diversas moedas existentes no mundo, através da comparação entre as taxas de câmbio. No Brasil, o lanche custa o equivalente a US$ 5,68, enquanto na Suíça ele sai por US$ 6,81 e US$ 4,20 nos EUA.

Entretanto, a pesquisa ajuda a revelar o porquê dos carros serem tão caros no mercado nacional. Um exemplo: o famoso Volkswagen Gol, básico, com motorização 1.6 litro de 104 cv é comercializado no México pelo equivalente a R$ 17 mil, enquanto no Brasil o compacto é vendido a partir de R$ 34 mil. O curioso é que tanto o modelo mexicano como o brasileiro são fabricados na planta da VW em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, da onde é exportado para o México. No país vizinho dos EUA, o preço do Bic Mac é de 2,70 dólares.

Se formos seguir a lógica idealizada pela The Economist, o ideal seria de que o Bic Mag custasse o mesmo preço que nos Estados Unidos, já que a preparação e os ingredientes necessários para fazer o alimento é semelhante em todos os lugares em que ele é vendido.

De acordo com uma análise feita pelo economista Fernando Arbache, o real está sobrevalorizado em 32% em relação ao dólar, ou seja, a moeda dos Estados Unidos deveria estar cotada atualmente em R$ 2,44. A cotação desta quinta-feira, 19, indica um valor de R$ 1,76. Com este discordo no câmbio influencia o preço de mais de 30% dos produtos considerados para o cálculo da inflação, o que torna ainda mais caro o custo de vida dos brasileiros.

E há mais um problema: a carga tributária para a indústria automobilística brasileira. Os preços dos automóveis produzidos no Brasil têm 41,12% de seu preço final em impostos e taxas. Além disso, o custo para se manter um veículo no País também é altíssimo. No ano de 2011, o governo arrecadou nada mais nada menos do que R$ 90 bilhões em Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), licenciamento, abastecimento de combustível, impostos originados com gastos com conserto e manutenção de veículos e multas.

No ranking mundial de participação de tributos sobre carros no preço repassado ao consumidor, o Brasil aparece em primeiro lugar, liderando com média de 30,4%. Logo em seguida, aparece a aparecem Itália e Reino Unido, com 16,7%, França com 16,4% e Alemanha com 16%. Um Toyota Corolla, por exemplo, líder entre os sedãs médios, tem seu preço em 31% de impostos. Nos EUA, o três-volumes nipônico paga apenas 6% ao governo. Com isso, o Corolla é vendido a R$ 30 mil nos EUA e por aqui tem preço inicial de R$ 63.570. Sem nenhum imposto, o sedã japonês seria vendido por cerca de R$ 45 mil.

Porém, as montadoras instaladas no Brasil têm uma gorda margem de lucro, que é revertido em grande parte para suas matrizes internacionais. Segundo uma pesquisa feita pelo banco de investimento inglês Morgan Stanley, boa parte deste lucro vem dos carros “aventureiros”, como o AirCross, Idea Adventure, Palio Adventure, CrossFox, Gol Rallye, dentre outros. O CrossFox é vendido por aqui R$ 50.030, básico, sem direito nem mesmo a ar-condicionado. Na Argentina, o Volkswagen é vendido por apenas R$ 27.500, valor cobrado às vezes pela VW em um Gol “peladasso” por aqui.

Mas os preços dos veículos por aqui não devem abaixar tão cedo, principalmente quando falamos do lucro das montadoras. É aquela estratégia: Se o carro está vendendo bem e o consumidor paga por ele, porque abaixar o preço?

[Fonte: MotorDream]

Fonte: http://www.noticiasautomotivas.com.br/indice-big-mac-e-o-alto-preco-dos-carros-nacionais/
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